Resenha crítica: Elvis
- Lucy Matos

- 11 de ago. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 11 de ago. de 2022
Filme de Baz Lhurmaan é um espetáculo eufórico e mágico

Se você espera por um filme nos moldes biográficos, não assista a produção do diretor Baz Lhurmaan, conhecido pelos seus exageros e apreciado pelo fantástico e glamuroso "Moulin Rouge" (2001).
Em "Elvis" o cineasta está preocupado em te fazer sentir a euforia que o astro do rock provocava em cada um de seus espectáculos e não poderia ter feito escolha mais feliz ao ter Austin Butler como Elvis Presley! O carisma, beleza e personalidade brilham na interpretação de Butler, com uma intensidade e sensualidade que traz a sensação de estarmos em um verdadeiro show.
Com uma narração a partir do ponto de vista do seu empresário, o Coronel Tom Parker, interpretado pelo talentoso e caricato Tom Hanks, a trama se entrelaça inevitavelmente com eventos históricos, que marcaram os Estados Unidos e o mundo, entre os anos 1950 e 1970. Elvis foi por muitas vezes o artista certo na hora certa para a cultura estadunidense e como é de se esperar, no filme, a trilha sonora arrasadora envolve e emociona ao longo de seus caminhos , passando por sua ascensão na música e em hollywood e por seus conflitos ao longo da carreira.
E para além da trilha, se você, assim como eu, ama quando cinema e moda trabalham juntos, o filme é um espectáculo a parte! O figurino é parte do show e da figura do Rei do Rock, e foi recriado com maestria por Catherine Martin em parceria com a Prada.
Vencedora do Oscar por "O Grande Gatsby" também em colaboração com Miuccia, a figurinista apostou em peças marcantes, macacões bordados e ternos coloridos com o estilo rebelde e sensual do ídolo, mergulhando no trabalho único de Bill Belew, figurinista que desenhou as mais clássicas roupas de Elvis. Sem grandes alterações dos originais, nem seguindo tudo totalmente a risca, o figurino do filme não deixa de trazer a essência Prada e Miu Miu.
Por fim, através do grande holofote no ícone e símbolo que se tornou Elvis, bebendo e se apropriando de uma forte relação que teve ao longo da vida com a cultura e música preta (jazz, blues e gospel), nos deparamos com o homem por trás do super-herói imortalizado, que queria presentear a mãe com um Cadillac rosa, que se apaixonou por Priscilla Presley (interpretada por Olivia DeJonge), e que admirava intensamente artistas que cantavam com a alma e não tinham medo de se expressar através de sua música.
Se você deixar-se levar pela magia de "Elvis", certamente terá uma jornada eletrizante e passará as horas seguintes atualizando a sua playlist no Spotify e pensando em looks com muita alfaiataria, cores e glamour!
















Comentários