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Resenha crítica: House Of Gucci

  • Foto do escritor: Júlia Siqueira
    Júlia Siqueira
  • 29 de nov. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 29 de nov. de 2021

A moda e as polêmicas tomam conta das telas de cinema
House Of Gucci. Foto: Divulgação

Se tem algo que os amantes de moda estavam esperando, era o filme que estreou no Brasil na última quinta-feira (25) de novembro, House Of Gucci. Com um elenco de peso, como Lady Gaga, Al Pacino, Jared Leto e Adam Driver, ninguém esperava tamanha decepção e polêmicas envolvendo o longa.


O longa com direção de Ridley Scott e roteiro de Becky Johnston e Roberto Bentivegna conta a trajetória da família Gucci até a ascensão da label, e claro, a história de amor entre Patrizia Reggioni e Maurizio Gucci. Inspirado na chocante história real do império por trás da grife italiana, House Of Gucci abrange três décadas de amor, traição, decadência e vingança.


Quem ainda não conhecia a narrativa pode até ter se surpreendido com o longa, no entanto, a representação da história não atendeu a alta expectativa dos fashionistas de plantão. Com acontecimentos e mudanças no tempo repentinas, o telespectador se sente perdido no extenso enredo.

No entanto, grandes referências salvam e valem o ingresso. É possível encontrar nas telonas representações de grandes nomes do mercado, como alguns que já não estão mais entre nós, no caso da cena de Karl Lagerfeld sentado na primeira fileira do desfile da Versace e também alguns outros icônicos como a amada Anna Wintour, diretora da Vogue Norte Americana.


Adam Drive caracterizado como Maurizio Gucci e Lady Gaga como Patrizia Reggiani. Foto: Divulgação

O figurino é feito pelas mãos da talentosa e premiada Janty Yates, que criou suas combinações a partir do acervo e arquivo da própria Gucci, disponibilizado pelo atual diretor criativo da marca, Alessandro Micheli. Itens clássicos surgem na trama e tiram o fôlego de quem esperava pinceladas de história da moda, como clássicas bolsas da época, logotipos emblemáticos e acessórios como o lenço Flora feito para a princesa Grace.


Quem já conhecia o enredo original também aproveitou para acompanhar detalhes do trabalho de Tom Ford, que "salvou" e transformou a Gucci no fenômeno que conhecemos hoje. Por justamente ter vivido grande parte do que vimos no cinema, o estilista não poupou críticas pós assistir o drama cinematográfico. Em crítica publicada pela revista Air Mail, ele pontuou os exageros cômicos e disse "Ainda não tenho certeza do que foi o filme, mas de alguma forma senti como se tivesse sobrevivido a um furacão quando saí do cinema." Tom ainda questionou as interpretações dos grandes atores e atrizes presentes na trama…


Aparentemente, não foi apenas Ford que se incomodou com o filme, os herdeiros da Gucci também se pronunciaram e colocaram a trama em um patamar de ainda mais polêmicas. Mas, vale se munir dos comentários nas redes, das expectativas altas e ir assistir das poltronas do cinema essa grande e importante história dentro de uma época do mundo da moda. Ative seu olhar fashion e não se prenda aos detalhes. House of Gucci pode não ter sido o filme do ano, mas já alcançou sua expectativa de bilheteria. Conta para a gente, o que achou?


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