A síndrome de Miranda Priestly tá old fashioned
- Júlia Siqueira

- 17 de out. de 2020
- 1 min de leitura
Atualizado: 28 de dez. de 2020

Por muito anos assistimos o Diabo Veste Prada e desejamos viver naquele universo dos sonhos de Andrea Sachs, interpretada por Anne Hathaway, e o consideramos atemporal. Mas será que a relação chefe e funcionária, entre a poderosa Miranda Priestly (Meryl Streep) e sua assistente Andy, não é equivocada e preocupante?
Todos sabem que principalmente no universo da moda, comportamentos como esse são frequentes. Esse estereótipo glamourizado e inalcançável faz com que ainda tenhamos na cabeça que é aceitável esse tipo de atitude, seja em redações de grandes veículos de comunicação, em produtoras ou qualquer setor do mundo fashion de luxo.
Ontem (17), a Globo Condé Nast, anunciou a saída de um dos nomes mais importantes de sua equipe: Daniela Falcão. No final de agosto deste ano, o BuzzFeed produziu uma matéria que trazia a denúncia de ex-funcionários relatando uma rotina de assédio e humilhação que aconteceram na Vogue Brasil enquanto Daniela era editora-chefe.

De acordo com a matéria da coluna do Leo Dias no Metrópoles, a ex diretora geral da joint venture do Grupo Globo e da editora internacional Condé Nast, está saindo “para a realização de um desejo antigo de se dedicar a consultoria e a projetos pessoais”.
A dúvida e o burburinho sobre o tema é se de fato esse seria o motivo. Apesar dos pesares, Frederic Kachar ressaltou as inúmeras e reais contribuições da jornalista. Mas, o questionamento que fica é, será que esse tipo de comportamento ainda assombra os funcionários de grandes empresas da moda? Porque ainda achamos que está tudo bem seguir esse padrão totalmente ultrapassado e hollywoodiano? E como a moda ainda se torna referência por seus maus hábitos?








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